Rui Cardoso Martins, com «Deixem Passar o Homem Invisível», editado pela Dom Quixote, foi o grande vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE). Concorriam ao prémio 83 obras.
O júri, constituído por José Correia Tavares, Eugénio Lisboa, Luís Mourão, Luísa Mellid-Franco, Pedro Mexia e Serafina Martins, deliberou por maioria a atribuição do galardão ao livro de Rui Cardoso Martins, escritor (o seu primeiro romance, «E Se Eu Gostasse Muito de Morrer», foi publicado em Espanha e na Hungria), jornalista (vencedor de dois prémios Gazeta de Jornalismo), argumentista (no cinema, autor do guião de «Zona J» e co-autor da longa metragem «Duas Mulheres») e fundador das Produções Fictícias (co-criador e autor de «Contra-Informação» e «Herman Enciclopédia», entre outros programas).
«Deixem Passar o Homem Invísivel», editado no ano passado pela Dom Quixote em Junho, «conta-nos a história de um homem, cego desde os oito anos, advogado, que, durante uma grande enxurrada em Lisboa, cai numa caixa de esgoto aberta, situada junto da Igreja de São Sebastião da Pedreira. Na mesma altura, um escuteiro que regressava de uma actividade na mesma Igreja é também arrastado para o mesmo esgoto. É a viagem de ambos, através de uma Lisboa subterrânea, enquanto cá fora são tomadas todas as medidas para os salvarem, que o autor nos conta. Mas é também a entreajuda e a cumplicidade entre o cego e criança que sobressaem neste romance».































