O júri do Prémio Leya, que seria anunciado esta terça-feira, decidiu não entregar a nenhum candidato por não haver nenhuma obra à altura da distinção, que implicava a atribuição de cem mil euros ao vencedor.
Perante originais que, apesar de algumas potencialidades, se apresentam prejudicados por limitações na composição narrativa e por fragilidades estilísticas, o júri entendeu que as obras a concurso não correspondem à importância e ao prestígio do Prémio Leya no âmbito das literaturas de língua portuguesa”, refere o comunicado assinado pelos membros do júri, presidido por Manuel Alegre, após um encontro desta tarde em Alfragide.
Foram recebidas 325 obras, provenientes, na sua grande maioria, de Portugal e Brasil, havendo também originais provenientes de países como Moçambique, Estados Unidos, Itália ou Espanha. O júri analisou quatro finalistas, um brasileiro e três portugueses.
Os outros membros do júri, que mantém a mesma formação há dois anos, são Carlos Heitor Cony, Rita Chaves, João Amaral (secretário do Júri), Nuno Júdice, Artur Pestana (Pepetela) e José Carlos Seabra Pereira


























