Vargas Llosa Lança Novo Livro

O Nobel da Literatura 2010, Mario Vargas Llosa, apresentou hoje em Madrid a sua nova obra, “El sueño del celta”, que já lidera os tops de venda em Espanha e que vai ser traduzia em pelo menos 20 línguas diferentes.

Roger David Casement é o protagonista da obra do escritor hispano-peruano, que usa a colonização do Congo para retratar a dualidade entre “um herói e um homem comum”, que se tornou famoso pela denúncia que sempre fez dos abusos de direitos humanos.

“É uma dupla condição de herói e de ser comum e corrente que me fascinou e me levou à decisão de escrever o livro. O que conhecemos dele é apenas a ponta do iceberg. Provavelmente o mais importante dele não o chegamos a conhecer”, afirmou o escritor.

Published in: on Novembro 3, 2010 at 21:05  Deixe um Comentário  
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A Recompensa do Soldado, de William Faulkner

«A Recompensa do Soldado», de William Faulkner, prémio Nobel da Literatura em 1949, é a nova proposta da Casa das Letras para este mês de Outubro.

«Publicado em 1926, «A Recompensa do Soldado» é a primeira obra de Faulkner e um dos mais memoráveis romances sobre a Primeira Guerra Mundial. Relata a história de um veterano que regressa a casa ferido, seguindo a vida de três soldados e o impacto do seu regresso sobre vida das pessoas, particularmente das mulheres, que foram deixadas para trás.
Encontramos aqui já a voz inconfundível de Faulkner, o seu estilo original e magistral nesta história de esperança, de humor negro, e de desespero»

Published in: on Outubro 23, 2010 at 8:05  Deixe um Comentário  
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Clássico de Naguib Mahfouz lançado em Outubro

Civilização publica novo título de Prémio Nobel da Literatura.

O Cairo Novo. Anos 30. Um niilista ambicioso e amargo, uma estudante bela e pobre e um funcionário corrupto envolvem-se num ménage à trois. Este clássico de Naguib Mahfouz, o único escritor de língua árabe a ser galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, em 1988, tem como pano de fundo uma cidade com profundas desigualdades, um país “numa crise de modernidade”.

Published in: on Outubro 13, 2010 at 21:46  Deixe um Comentário  
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Nobel da Literatura Para Mario Vargas Llosa

O escritor peruano Mario Vargas Llosa é o Prémio Nobel da Literatura de 2010, foi anunciado hoje em Estocolmo pela Academia Sueca.

Muito comovido e entusiasmado.” Assim se sentiu Vargas Llosa ao saber que era seu o Nobel da Literatura deste ano. Vargas Llosa está em Manhattan, onde se encontra durante o período em que está a leccionar na Universidade de Princeton.

O peruano, de 74 anos, foi distinguido “pela sua cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos”, justifica a Academia em comunciado divulgado poucos minutos após o anúncio do Nobel.

As Publicações Dom Quixote, editora da maior parte da obra do escritor em Portugal, congratularam-se pela distinção em comunicado. “Depois de vários anos em que o seu nome foi sucessivamente apontado como vencedor do Nobel”, lê-se, “a Academia Sueca decidiu, finalmente, premiar a obra de Vargas Llosa, conhecida e admirada em todo o mundo.”

Mario Vargas Llosa recebe o 103.º Prémio Nobel da Literatura, atribuído pela primeira vez em 1901. É o 11.º autor de língua espanhola a receber a distinção, depois de laureados como Camilo Jose Cela (1989), Gabriel Garcia Marquez (1982), Pablo Neruda (1971) ou Gabriela Mistral (1945). O autor de língua espanhola que mais recentemente venceu o Nobel literário foi o mexicano Octavio Paz, em 1990.

Published in: on Outubro 7, 2010 at 16:35  Comentários (2)  
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Prémio Nobel da Literatura 2010

A Academia Sueca já decidiu quem será distinguido com o Prémio Nobel da Literatura 2010, mas o nome só será revelado no dia 07, disse hoje o secretário permanente, Peter Englund, à Associated Press.

 O anúncio está marcado para as 11:00, hora de Lisboa, em Estocolmo.

Peter Englund afirmou que os 16 membros da Academia Sueca só irão votar formalmente na quinta feira, mas todos já chegaram a acordo quanto ao vencedor.

Published in: on Outubro 1, 2010 at 22:21  Comentários (3)  
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Sobre o Funeral de Saramago

Parece que nem o Presidente da Republica nem o Presidente da Assembleia da Republica compareceram no funeral de José Saramago. A primeira e a segunda figura do Estado Português parecem ser demasiado importantes para se dignarem comparecer no funeral de um escritor, que por acaso era Português e prémio nobel.

Tanto quanto me pareceu, tambem não fizeram lá falta nenhuma. Aliás, tenho a certeza de que Saramago seria o primeiro a dispensa-los de tal obrigação. Estiveram lá os milhares de anónimos,  esses sim,  admiradores da obra do escritor.

Published in: on Junho 21, 2010 at 15:33  Comentários (2)  
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José Saramago e os hipócritas do costume

Acabo de receber a noticia da morte de José Saramago. Nas proximas horas, dias talvez, os hipócritas vão estar no setimo céu. Vão poder derramar litros  e litros de lagrimas de crocodilo, vão fazer fila para falar para todos os canais de televisão, correr para onde verem um microfone ou uma câmara. Muitos destes hipócritas foram os que sempre sabotaram ou tentaram sabotar o trabalho de Saramago. Graças a eles Saramago morreu no Estrangeiro. Nas proximas horas vamos ouvir e ver esta espécime no seu melhor.

Published in: on Junho 18, 2010 at 14:05  Comentários (1)  
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O Museu da Inocência, de Orhan Pamuk

 
 

                                          «Foi o momento mais feliz da minha vida, embora então eu não tivesse consciência disso. Se o tivesse sabido, se tivesse apreciado essa dádiva, teriam as coisas terminado de outra forma? Sim, se eu tivesse reconhecido esse instante de felicidade perfeita, tê-lo-ia conservado sem nunca o deixar escapar. Talvez tenham sido necessários alguns segundos para aquele sentimento luminoso me envolver, banhando-me na mais profunda paz, mas pareceu durar horas — anos, até. Naquele momento, na tarde de 26 de Maio de 1975, uma segunda-feira, cerca de quinze minutos para as três, no instante em que nos sentíamos para lá do pecado e da culpa, também o mundo parecia ter perdido as leis do tempo e da gravidade. Beijando o ombro de Füsun, já húmido do calor do acto amoroso, penetrei-a suavemente por trás, e, ao morder-lhe a orelha ao de leve, talvez o seu brinco se tenha soltado e, sem disso nos apercebermos, poderá ter ficado a flutuar no ar antes de cair esquecido num lado qualquer». 

 Edição Presença

Published in: on Maio 5, 2010 at 7:39  Deixe um Comentário  
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José Saramago Muda de Editora na Alemanha

O Nobel da Literatura José Saramago mudou de editora na Alemanha, devido a divergências com a Rowohlt quanto à publicação do seu blog como livro de bolso, e já assinou novo contrato com a Hoffmann und Campe, foi esta terça-feira anunciado.

Em comunicado à imprensa, a Rowohlt confirmou as divergências, revelando que não quis publicar o blog do escritor português «na sua forma atual», sem adiantar mais pormenores.

A imprensa especializada alemã diz saber, no entanto, que a recusa da Rowohlt está relacionada com duras críticas de Saramago a Israel no referido blog, que lhe têm valido algumas acusações de antisemitismo.

A Hoffmann und Campe, nova editora do autor luso, anunciou, entretanto, que o romance A Viagem do Elefante, em que Saramago conta a odisseia de um elefante que Lisboa enviou para a corte austríaca, em Viena, no Século XVI, será publicado em Alemão no Outono

Paralelamente, será também publicado o blogo de Saramago, que versa temas culturais, políticos e sociais, e é baseado no seu diário, «tal como está no original», garantiu a editora de Hamburgo.

Via Diario digital

Published in: on Abril 29, 2010 at 7:12  Deixe um Comentário  
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Viajando Com John Steinbeck

A propósito do encontro de escritores Literatura em Viagem, a decorrer até ao dia 20, releio algumas passagens de John Steinbeck contidas no volume Viagens com o Charley (Edição Livros do Brasil, Tradução de Sousa Vitorino), em que o mesmo viaja pelos Estados Unidos na companhia do seu cão Charley.

«Havia uma tabuleta em Sauk Center: Lugar de nascimento de Sinclar Lewis.

Por qualquer razão passei por lá rapidamente e virei para norte, pela estrada 71, para Wadena. Escureceu e arrastei-me pesadamente para Detroit Lakes. Via um rosto à minha frente, um rosto magro e engelhado como uma maçã na barrica por demasiado tempo, um rosto solitário e doente de solidão.

Não o conheci bem, nunca o conheci nos dias tumultuosos em que lhe chamavam Red. Para o fim da sua vida visitou-me várias vezes em Nova Iorque e almoçámos no Algonquin. Tratava-o por Sr. Lewis: ainda o faço em espírito. Já não bebia e não tinha prazer com o que comia, mas de vez em quando os seus olhos faiscavam como o aço.

Lera Rua Principal quando ainda andava no liceu, e lembro-me do ódio violento que levantou na região do seu nascimento.

Voltou?

Apenas passou por lá uma vez ou outra. O único escritor bom era um escritor morto. Então já não poderia surpreender ninguém nunca mais, já não poderia ferir ninguém nunca mais. E na última vez que o vi parecia ter engelhado ainda mais.

Disse-me: Tenho frio. Parece que tenho sempre frio. Vou para a Itália.

E foi. Morreu lá, e não sei se é verdade ou não, mas ouvi dizer que morreu só. E agora é bom para a cidade. Leva lá alguns turistas.»

Exemplar disponível para venda na página livros bdecompanhia

Published in: on Abril 19, 2010 at 7:10  Deixe um Comentário  
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Verão, de J. M. Coetzee

Um jovem biógrafo inglês trabalha num livro sobre o falecido escritor John Coetzee. O seu projecto é concentrar-se nos anos entre 1972 e 1977, época em que Coetzee, então na casa dos 30, compartilhava com o pai viúvo uma degradada casa rural nos arredores da Cidade do Cabo. Trata-se, segundo o biógrafo depreende, do período em que aquele estava “a apalpar terreno como escritor”.
Sem nunca ter conhecido pessoalmente Coetzee, abalança-se a uma série de entrevistas a pessoas que foram importantes para ele: uma mulher casada com quem teve um caso, a sua prima preferida, Margot, uma bailarina brasileira cuja filha teve aulas de Inglês com ele, e velhos amigos e colegas. A partir dos seus testemunhos surge um retrato do jovem Coetzee como um indivíduo desajeitado e livresco, dotado de pouco talento para se abrir com os outros. No seio da família é visto como um forasteiro, alguém que tentou fugir da tribo e que agora voltou, mais contido. Na África do Sul da época, a sua obstinação em fazer trabalhos braçais, o cabelo e a barba crescidos e os boatos segundo os quais escreve poesia, não suscitam outra coisa que não a desconfiança.
Ora comovente, ora francamente divertido, Verão mostra-nos um grande escritor em pleno aquecimento para o seu trabalho. Verão completa a trilogia de memórias ficcionadas que se iniciou com Boyhood e Youth.
J. M. Coetzee ganhou o prémio nobel da literatura em 2003.
Edição D. Quixote

 

Published in: on Março 5, 2010 at 20:47  Deixe um Comentário  
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A Vida Nova, de Orhan Pamuk

Edição Presença
Sinopse: «Um dia li um livro e toda a minha vida mudou.» Osman, um jovem universitário de Istambul, descreve assim o assombro da sua iniciação à idade adulta. Obcecado com este livro mágico, que lhe parece mostrar a sua própria vida num outro universo, Osman lê-o com fervor, noite após noite, e apaixona-se por uma lindíssima jovem, Janan. Este livro promete revelações luminosas e terríveis, para além da compreensão de Osman. Movido por um impulso incontrolável, o jovem abandona tudo, para reencontrar a sua amada e descobrir os segredos mais obscuros que o livro encerra, viajando de autocarro em autocarro, até ao coração inóspito da Turquia rural. Num país suspenso entre o Oriente e o Ocidente, as personagens deste livro vivem aventuras quase míticas numa demanda que reflecte com talento a visão do mundo do autor.
Prémio Nobel da Literatura 2006.
Published in: on Março 2, 2010 at 20:21  Deixe um Comentário  
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Já Nas Livrarias, O Caderno 2, de José Saramago

Acaba de ser publicado pela Caminho O Caderno 2, novo livro de José Saramago, com um Prefácio de Umberto Eco, que reúne o conjunto de textos que diariamente José Saramago foi escrevendo no seu blogue entre Março e Novembro de 2009.

Do Prefácio de Umberto Eco:
Curiosa personagem, este Saramago. Tem oitenta e sete anos e (diz ele) alguns achaques, ganhou o Nobel, distinção que lhe permitiria nunca mais produzir nada porque seja como for já tem no Panteão o seu lugar garantido (o avaríssimo Harold Bloom definiu-o «o romancista mais dotado de talento ainda em vida. um dos últimos titãs de um género literário em vias de extinção»), eis que aparece a manter um blog onde se mete um pouco com toda a gente, atraindo sobre a sua pessoa polémicas e excomunhões vindas de muitos lados – mais frequentemente não por dizer coisas que não deve dizer, mas porque não perde tempo a medir as palavras – e talvez o faça mesmo de propósito. [...]
(Tradução de José Colaço Barreiros)

Published in: on Fevereiro 20, 2010 at 18:48  Deixe um Comentário  
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