«Por todos os lados, o confuso clamor de imprecações, apelos, pragas, aumenta cada vez mais. Exaltados, os camponeses tentam vencer a barreira formada pelos guardas.
– Oiçam!
O grito obriga-os a levantarem a cabeça. No alto do cerro, junto da orla das estevas, Amanda Carrusca aparece, de mãos erguidas.
– Digam à minha neta! Digam-lhe que ela tem razão! Um homem só não vale nada!
Ouve-se como que um gemido soltado por dezenas de bocas, e os camponeses atiram-se para diante.
Com a coronha da carabina no ar, um guarda avança para Amanda Carrusca.
A velha volta-se, cresce, firme sobre as pernas entesadas, e os andrajos negros, batidos pelo vento, modelam-lhe o corpo seco e chato, só ossos».



























