A Guerra & Paz na Feira do Livro

SESSÕES DE AUTÓGRAFOS

1 de Maio, sábado

16h00 Edson Athayde, O Rapaz das Fotografias Eternas

2 de Maio, domingo

16h00 Cristina Boavida, Só no Escuro Podes Ver as Estrelas

17h00 João Vasco Almeida, Rui F. Baptista e Frederico Valarinho,

12 Erros que Mudaram Portugal e

12 Erros que Tramaram o Nosso Benfica

Published in: on Abril 28, 2010 at 17:55  Deixe um Comentário  
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Bisneto de Eça de Queiroz Estreia-se no Romance

António Eça de Queiroz

Nasceu em 1952 na Praia da Granja.

 Em 1982 ingressa no jornalismo como redactor do já desaparecido diário O Comércio do Porto. Entre 1989 e Julho de 2007 é jornalista do quadro do semanário Expresso nas áreas de Economia, Sociedade, Cultura e Lazer.

 Colaborou pontualmente com outras publicações (Metro, O Tripeiro e Revista de Portugal, da Confraria Queirosiana).

 

O ROMANCE ILEGAL DO SR. RODOLFO relata uma história empolgante que envolve um excêntrico antiquário, um procurador do Ministério Público e uma mulher misteriosa.

 Especialista em arte e antiguidades, Rodolfo é também especialista em generalidades e um excêntrico cheio de manias e ideias muito próprias. Há quem o considere meio doido, ou até um pária social – atributos que o próprio nunca confirma ou desmente.

 A sua imprevisível detenção no aeroporto de Lisboa como traficante de esmeraldas coloca-lhe no caminho um novato procurador do Ministério Público, que, apesar de nunca chegar a ter a oportunidade de conhecer fisicamente o arguido – um alemão nascido português –, vive através deste a sua primeira grande aventura como jurista a soldo do Estado.

 No fim, sobrará ao Dr. Damião S. Sampaio uma lição de vida que ficará para sempre guardada nos seus arquivos mais reservados.

Edição Guerra e Paz

Published in: on Março 10, 2010 at 18:33  Deixe um Comentário  
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Lançamento de A Biografia de Saramago

Fim de tarde na livraria Bulhosa de Entrecampos O lançamento da obra agendado para as 18:30, poucas pessoas na livraria, o autor acabada uma entrevista para a sic e faz um compasso de espera. Finalmente às 19:00 e com mais gente na sala tem inicio a cerimónia.

António Simões do Paço, das Edições Pluma, faz a apresentação da obra antes do próprio autor João Marques Lopes. Sendo um lançamento conjunto das editoras Guerra e Paz e Edições Pluma, estava também na mesa a Directora editorial da Guerra e Paz.

A biografia, diz João Marques Lopes, lembra, além das obras, o papel da poesia, das crónicas no “Jornal do Fundão” e na “Capital” e da crítica literária na revista “Seara Nova” ou dos editoriais no “Diário de Lisboa” no percurso de José Saramago.

E retrata a infância na aldeia ribatejana da Azinhaga, na Golegã, a morte trágica do irmão mais velho quando Saramago tinha apenas quatro anos, a juventude em Lisboa e as adversidades da família, a importância de cada um dos seus familiares como a avó Josefa e o avô Jerónimo “capaz de pôr o universo em movimento apenas com duas palavras”. Conta, muitos anos mais tarde, o encontro com a segunda mulher, Pilar del Rio, após o divórcio de Ilda Reis e uma longa relação com Isabel da Nóbrega e a ida para Lanzarote.

Mas o livro debruça-se sobretudo sobre o mundo e as personagens dos livros de Saramago e a realidade política que moldou o militante para além do escritor, poeta e dramaturgo que foi também crítico literário, cronista e pensador. Saramago como Jean-Paul Sartre são “intelectuais totais”, escreve Marques Lopes. Com uma diferença: Saramago, ao contrário de Sartre, partiu do nada como revela a impossibilidade de tirar um curso superior ou a necessidade, já referida pelo próprio em Os Cadernos de Lanzarote, de ir à Sopa dos Pobres.

O livro põe em perspectiva essa imagem de um sobrevivente e autodidacta – nota o tempo passado nas bibliotecas – que supera críticas e adversidades e é distinguido com muitos outros prémios antes de receber o Nobel da Literatura em 1998.

João Marques Lopes – que tem publicadas biografias de Almeida Garrett, Fernando Pessoa e Eça de Queirós - nota episódios menos conhecidos de Saramago como a recusa de uma oferta milionária para a adaptação de O Memorial do Convento para o cinema.

E realça o lado humanista do escritor que transporta para os livros personagens simples e anónimas, próprias de uma rudeza da vivência rural. “Sobre todos [os familiares mais próximos], Saramago deixaria algo escrito”, lê-se na biografia.

O livro retrata com algum pormenor o percurso político do escritor, com a sua ligação ao PCP, a passagem pela direcção do “Diário de Notícias”, que coincidiu com o PREC e o Verão Quente de 1975 e que motivou acusações contra Saramago de ser um agente mandatado para impor uma política ditada pelo PCP. Nesta passagem, o livro foca em especial o caso do saneamento dos jornalistas que se opunham à linha editorial do jornal e explica que o papel do escritor nesses saneamentos foi enquanto participante num “acto colectivo” e não como responsável. Essa é uma das duas polémicas no percurso de Saramago referidas em pormenor neste livro. A outra é a do veto do Governo português em 1992 à candidatura do livro O Evangelho segundo Jesus Cristo para o Prémio Literário Europeu.

O autor escreve com base nos livros já escritos sobre o escritor, nas suas obras, nas suas crónicas e em conversas com pessoas que lhe são próximas mas que não revelam o nome. Os pedidos de entrevistas ao escritor ficaram sem resposta.

Embora João Marques Lopes recuse a ideia de esta ser uma biografia em homenagem a Saramago, nota-se neste retrato um tom de elogio – o mesmo que o autor confirma em entrevista ao P2 ao realçar “a capacidade do escritor em se fazer a si próprio” e “a firmeza e a confiança de Saramago nos seus projectos literários”.

Saramago começa com Terra do Pecado, em 1947, e mais tarde, em textos de prosa e poesia, mostra-se alheio às tendências da literatura, mas resiste e afirma-se, em 1980, com Levantado do Chão e, depois, Memorial do Convento, como portador de uma inovação criadora e um estilo único com nome próprio – “estilo saramaguiano”.

Lançamento da Biografia de José Saramago

Da Guerra e Paz, chega o convite para o lançamento da biografia de José Saramago, de João Marques Lopes e com apresentação a cargo de António Simões do Paço. O Biblioteca Imaginária agradece o convite e vai marcar presença no lançamento.

Published in: on Janeiro 19, 2010 at 18:15  Deixe um Comentário  
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