Atento a novos autores de expressão Portuguesa é com prazer que dou aqui conta da publicação (ainda em 2009) do livro Inércia do Autor Brasileiro, Marcos Vinícius Almeida.
Marcos Vinícius Almeida, autor de Inércia (Desfecho Romances, Rio de Janeiro: 2009), tipo de romance de formação, influenciado por autores como Albert Camus, Henry Miller e Chuck Palahniuk, que narra — usando uma descrição de frase rápida e entrecortada; uns diálogos e situações com vitalidade de crônica; e trechos algo mais densos focados no fluxo de pensamento — a vida de Juan, estudante de Filosofia, vivendo com o dinheiro que ganha dos pais ou que consegue vendendo seus livros, bebendo o mais que pode, rapaz que abandonou a namorada de tantos anos porque a relação tinha se agastado além de um limite, entre o que seja a adolescência e o que se chame idade adulta, talvez bem descrito pelo que diga a frase de Clarice Lispector: ‘O cotidiano contém em si o abuso do cotidiano. O cotidiano tem a tragédia do tédio e da repetição’.
Questionado por email pelo biblioteca imaginária, o Autor não se escusou a responder a três perguntas.
Biblioteca Imaginária - Este é o seu primeiro livro publicado?
Marcos Vinícios Almeida - Sim, é meu primeiro livro solo publicado. Antes dele, havia publicado um único conto ” Ao pé da serra”, laureado no 3º Concurso de Contos da UFSJ.
Biblioteca Imaginária – Existe muito de si no personagem Juan?
Marcos Vinícios Almeida - O Juan foi uma espécie de alter-ego que conviveu comigo por algum tempo, mas não existe mais dentro de mim, só no livro. A história parte de vivências pessoais, porém, não é um livro de memória. Aliás, a própria memória carrega uma intenção estética, porque sempre opera um recorte intencional na experiência vivenciada. Lembrar é, de certa forma, romancear.
Biblioteca Imaginária – O que está a escrever no momento?
Marcos Vinícios Almeida - Estou com dois projetos paralelos. Um novo romance e um livro de contos. O livro de contos deve ficar pronto até o fim desse ano, creio. Mas não vou adiantar nada.