A Biblioteca Municipal de Olhão Com Actividades Culturais

A Biblioteca Municipal de Olhão prepara um mês de Maio repleto de actividades culturais. Tanto o público infanto-juvenil, como o público adulto terão a oportunidade de desfrutar de momentos adequados na casa dos livros da cidade cubista.

As actividades para o público infantil e juvenil arrancam no dia 7 de Maio. É a vez da hora do conto ‘Era uma vez… verde!’, em que a ecoteca vai à biblioteca, conjugando contos sobre animais e personagens míticas com a consciencialização ambiental. Acontece às 10h30. No dia 8 de Maio, as leituras podem ser partilhadas. A partir das 16h00, os pais e avós podem ler uma história a um grande número de crianças. Na manhã do mesmo dia, às 10h30 e às 11h30, a música é dos pais para os filhos. Com Rui Gonçalves no violino, esta acção pretende dar a conhecer às crianças, através de estímulos musicais, os diferentes instrumentos e formas de tocar. No dia 15 de Maio, pelas 16h00, haverá uma maratona de contos, um ateliê de escrita criativa, assim como dramatização.

O público adulto não é descurado, promovendo o espaço tertúlias, apresentações de livros e poesia. No dia 27 de Maio, por exemplo, Maria José Fraqueza apresenta ‘Alma Algarvia’, pelas 18h00. Versa sobre os costumes e saberes da região. Mais informações em biblioteca.cm-olhao.pt.

Published in: on Maio 1, 2010 at 0:24  Deixe um Comentário  
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Biblioteca Itinerante Nº 28

 

Naquele tempo os livros só chegavam à província através das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian e vinham em carrinhas iguais à da imagem. A minha zona era servida pela nº28, sediada na Vila de Cuba e uma vez por Mês, sempre à quinta-feira, sempre à tarde depois das aulas, esperávamos a pachorrenta Citroën que devagar descia a rua principal da Aldeia por volta das 16 horas e estacionava no lugar habitual, um pequeno largo na parte baixa da Aldeia.

A bordo, para além do Sr. Alberto e de outro Senhor cujo nome já se me perdeu no tempo, vinham largas centenas de livros, tesouros maravilhosos para quem tanta sede de leitura tinha e apenas naquela fonte matava a sede. Passada que fora a fase das histórias em quadradinhos, livros de cowboys e da Disney, eu ansiava agora por novas descobertas literárias. Foi pois através das bibliotecas itinerantes desta instituição que me deparei pela primeira vez com alguns dos maiores autores da história da literatura cujas obras nem sempre compreendia na sua totalidade mas que mais tarde reli com enorme prazer. Posteriormente vim a descobrir que o serviço das bibliotecas itinerantes era gerido por Branquinho da Fonseca.

Tive os primeiros contactos então na altura com autores como Enid Blyton e outros de literatura juvenil antes de me aventurar a ler, e não necessariamente por esta ordem, Emilio Salgari, Julio Verne, Júlio Dinis, Eça de Queirós, Daniel de Foe, Charles Dickens, Mark Twain e outros consagrados. Guardo especialmente na memória a primeira vez que li Tom Sawyer e as aventuras de Huckleberry Finn, personagens com as quais senti de imediato uma grande afinidade e cujas aventuras desejava ardentemente ser eu próprio a viver. Ainda hoje e passados todos estes anos, de cada vez que releio uma destas obras recordo de imediato este serviço de bibliotecas que distribuía pela Província os livros a que não tínhamos acesso de mais maneira nenhuma.

Published in: on Janeiro 10, 2010 at 21:17  Deixe um Comentário  
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