Aquilino Ribeiro escreveu cerca de 70 obras de vários géneros, entre ensaios, poesia e romance. Dizia com graça do seu ritmo que era como “as colheitas de Outono” – a cada ano lá vinha um novo livro. A Bertrand, a sua casa editorial de sempre e que detém os direitos por mais quatro ou cinco anos, está a republicar tudo. Os 17 romances estão cá fora, em Junho sai O livro de Marianinha – uma obra infanto-juvenil e o último livro escrito em vida, dedicado à primeira neta, Mariana -, até final do ano vem a tradução que Aquilino fez de D. Quixote e uma outra obra de não-ficção.
A Bertrand tem dividido a publicação da obra pelo Círculo de Leitores (a ficção, que nos últimos três anos editou os 17 romances – Quando os lobos uivam, o último, está agora à venda) e pelo selo-mãe, que publica a não-ficção. É com a marca Bertrand que há novidades.
“Em Junho vai sair O livro de Marianinha, que incluirá um ensaio de uma professora, uma ilustração inédita de Maria Keil e um poema inédito do Aquilino”, conta Eduardo Boavida, editor da Bertrand, que lembra que, salvo raras excepções, foi sempre nesta casa que publicou o autor de A Casa de Romarigães.
Mas vai haver mais, ainda este ano. “Até final do ano reeditaremos a tradução que fez de D. Quixote, de Miguel Cervantes, numa edição muito cuidada e haverá ainda o lançamento de uma outra obra. Desta, só posso dizer que há duas hipóteses e por isso não me posso adiantar muito”, explicou o editor.
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